Empatia, uma virtude que todos devem ter

85459170_l-768x512Em certo dia, estava tranquila sentada em um banco na praça do parque central; foi quando avistei um idoso com um jornal indo em direção a um banco onde alguns garotos estavam sentados. Aquele senhor ficou parado perto deles na espera de darem o lugar para ele, mas foi em vão. Achei um absurdo! Chamei aquele senhor para sentar em meu lugar! Por incrível que pareça ele não aceitou e sentou-se na grama ao lado do banco em que os garotos estavam.

Fiquei intrigada com aquilo e quando eu ia falar com eles, os garotos tinham ido embora! Então, o senhor se levantou e sentou- se no banco que queria. Acabei comentando sobre o absurdo que tinha acontecido ali com ele. Ele me disse:

– Eles não sabem o que é ser um velho como eu!

Comentei se ele comparecia sempre ao parque porque estava de chinelos. Ele me respondeu:

– Sim! Eu venho todas as manhãs, mas agora você me dá licença por que tenho algo muito importante a fazer!

– Tudo bem! – Retirei-me.

Logo pensei… ele vai ler o jornal, mas sentei no mesmo banco em que estava e comecei a observá-lo. Ele começou a acenar com as mãos e com um sorriso escaldante na frente de um prédio, mas as árvores impediam que eu avistasse para quem era o aceno. Parecia apaixonado, mandava beijos e fazia coração com as mãos. Fui embora e no outro dia lá estava ele fazendo a mesma coisa e não hesitei; perguntei curiosamente:

– Para quem foram estes acenos?

Ele me respondeu:

– Para uma pessoa muito especial!

Então, propôs contar-me sua história. Casou-se com uma linda mulher que era enfermeira e que o salvou da depressão. Ele aponta o dedo em direção ao prédio e diz:

– Ela trabalha naquele hospital! Eu comecei a namorá-la pelos acenos. Venho aqui sempre!

Achei linda a história, mas depois do terceiro dia não o vi mais. De repente, tive a ideia de saber onde ele morava, mas nem sequer sabia seu nome! Então, fui ao hospital buscar algumas informações sobre ele. Chegando lá, perguntei à recepcionista:

– Com licença! Fiz amizade com um senhor e ele ia à praça todos os dias, mas não compareceu mais lá…

– Ah! O Senhor João!?… Olha, ele faleceu!

– Sério? – Fiquei desfalecida no momento, até que a recepcionista resolve me contar toda a história.

Contou-me que, na verdade, sua esposa tinha falecido anos antes, mas que era uma enfermeira aposentada que trabalhava no mesmo hospital.Continue

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Seja inteiro, não metade

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Viemos a este mundo e a primeira inverdade que aprendemos é a falta, mas na verdade não nos falta é nada.

Somos inteiros e não temos a necessidade do outro para sermos completos. Viemos cheios de graça e vasta vontade de explorar e transbordar neste mundo!

Somos a soma e nada deve ser para dividir ou diminuir! 

Você é completa e não existe isso de ser a metade de alguém! Muitas vezes, sofremos por não darmos conta do quanto nos amamos de verdade,do quanto somos tão inteiros! Desperte, tenha coragem, mergulhe bem fundo em si mesmo e perceba o verdadeiro valor que você éLeia mais…

A arte que nos transforma

A arte é uma das formas mais bela e profunda quando desenterra os velhos sorrisos da alma.
Quanto mais arte…

Maior sua nudez
Quanto mais arte…

O oculto é revelado.

Quanto mais arte…

O velho já se foi e do culto é libertado.
Assim é a arte…

Desenterra o desencantado.

Transforma o velho em novo

E do mesmo o próprio encanto.

by-Eclecia.Rodrigues

Poema inspirado na minha experiência como estagiária no Centro de Convivência Estação dos Sonhos. Dedico  aos pacientes!